Livro em pré-venda

Ainda ancora o infinito está em pré-venda no site da Editora Moinhos. Lá também é possível ler um trecho da obra [epígrafes, prefácio + 4 poemas], que nesse pré-lançamento está com desconto de 20%. [clique aqui.]

Abaixo, as epígrafes  do livro:

trechodaobra

 

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habemus capa!

ainda ancora o infinito

mais um livro a caminho, desta vez: ainda ancora o infinito. um livro muito mais introspectivo, feito de memórias acalentadas, sonhos e silêncios físseis. que tece e destece fantasmas, mas se quer oferenda, como o anterior (uma casa-oferenda, ainda que uma casa perto de um vulcão). extraio essas duas alegrias em meio ao caos e à indignação diária. minha única resposta tem sido mergulhar cada vez mais furiosamente nas palavras em busca de fixar um trajeto de resistência e troca. agradeço à Moinhos pela bela edição 💜 o livro traz ‘antiprefácio’ de Marcelo Ariel e orelha de Teofilo Tostes Daniel.

No Instagram 📚 Reposted from @editoramoinhos – Essa é a capa do livro de poesias de Roberta Tostes Daniel, “Ainda ancora o infinito”! 😍
O que vocês acharam?
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“Este livro se ancora num lugar chamado infinito, que está fora, mas também dentro do tempo. Não ficasse também dentro, não dialogaria com o hoje, com a geografia das cidades que se fazem plano aberto à poesia. ‘Ainda ancora o infinito’ pede ao leitor esse peso próprio de âncora, próprio para atravessar densidades, altitudes, rasgar o verbo, palavra por palavra. Pede uma leitura consciente de que ‘escrever tem sido a forma de realizar abandonos’. Um livro que busca dialogar com o presente de muitos tempos. E que se prende ‘por vontade / de escutar o que é livre’. Não se trata de um labirinto, mas de uma teia erigida: palavra, imagem, vertigem. Na impossibilidade de achar uma palavra igual ao silêncio, pulsa um desejo de ancorar, mas não permanecer: tornar-se, colocar-se a caminho, ainda que de um naufrágio.”  Teofilo Tostes Daniel
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O livro entrará em pré-venda logo, logo!
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Leia mais. Leia Moinhos.
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Surrealismo e jovens poetas brasileiros, 1

Neste centenário do Surrealismo, 100 poemas, 10 poetas, de uma série de 30, nascidos entre 70 e 2000, editados por Floriano Martins na Agulha Revista de Cultura. Poetas que, em suas palavras, estão perfazendo uma ampla era de renovação da lírica no Brasil, onde nos chama a atenção a retomada de leituras e mesmo a afirmação de afinidade com relação aos principais lastros das vanguardas no Ocidente, cuja máxima expressão é o Surrealismo.

imagem: Enrique de Santiago

Agulha Revista de Cultura
Número 126 | Janeiro de 2019
ARC Edições © 2019

O poeta Luís Serguilha em texto sobre Uma casa perto de um vulcão

Roberta Tostes Daniel faz da poesia uma força de heteronímias, de heterotopias, de irradiações geográficas, de pharenons-acústicos propulsores de corpos-mundo em variação: aqui-agora: violências SÍGNICAS transpõem os limites do CORPO com as experimentações trágicas das CASAS-turbilhonares-lávicas que exigem decifração ininterrupta onde uma multiplicidade de eus e de ACTOS-de-fala imerge nas voltagens problemáticas que nos fazem apreender o vazio como uma partitura de polifonias, de pontos de vista ritornélicos, sim, CASAS extrapassam as fronteiras, fortalecendo o movimento, a elasticidade, a distensão das palavras onde o CORPO acontece entre profusões de tempo porque perfura ininterruptamente os liames da existência: hiatos, lapsos, vidências e crueldades esculpem orficamente as laçadas das LARVAS-poéticas, levando-nos para o insondável de uma memória que tenta lançar dados dentro das suas cartografias, das suas fracturas epifânicas: são sintomatologias rítmicas que atravessam, escarificam os acasos e as errâncias de um CORPO que se OUTRA silenciosamente, musicalmente por meio do trágico plasmático ( topologias moventes e em transbordância desaparecem nas suas próprias ressurgências): Roberta Tostes Daniel revigora as ressonâncias impessoais com os intercessores múltiplos de um CORPO que mistura as dimensões de uma estilização-geodésica com fabulações afectivas( as distâncias das proximidades intuitivas provocam choques cristalinos porque nos andarilham entre a claridade e a transparência: eis, a força da obscuridade e da interrogação): estamos perante impulsos vitais em coexistência expressiva que se espiritualizam nas absorvências da matéria verbal, sim, captações de exílios, de GESTUS, de posturas, de dobras, de fugas microfísicas que fortalecem a alma-matérica “ em parte janela ambígua, em parte moldura” e como nos disse CAEIRO, a NATUREZA é partes sem um todo..,…sim, os poemas de Roberta Tostes Daniel fazem alianças infinitas nas terras intrusas, arremessa o leitor para mundos noológicos, para as pontas simultâneas do presente do passado e do futuro( afasia vitalizadora): uma tremenda correnteza de sensações, vozes em decomposição compositiva arrancam novas velocidades ao mundo ou será uma dor transformada em CÂNTICO Goetheano? Na “CASA perto de um vulcão”, o leitor reinventa a matéria, construindo novos sentidos a partir da dança violenta de um “corpo que não aguenta mais” (Lapujade).

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